sexta-feira, 31 de maio de 2013

bolo de banana na caneca



Sou uma grande fã de bolos de microondas. São super rápidos de fazer, exigem pouco trabalho e são a quantidade mais que suficiente para satisfazer qualquer necessidade de bolo sem ter de se esperar muito. Demorei algum tempo a perceber que para fazer um bolo de caneca tinha de usar uma das canecas maiores, porque até então, todos os que fazia acabavam a sair para fora, e perdia-se tempo a limpar um microondas, e desperdiçava-se bolo. Este em especial, tornou-se o meu preferido, destronando o sempre bom bolo de chocolate. Isto porque as bananas são uma fruta muito fixe. Mas também são umas sacaninhas quando chega a hora de amadurecer. Basta uma pessoa distrair-se para ter bananas demasiado maduras que não sabem bem comer. Este bolo é a solução perfeita para isso (ou um batido, mas bolo sabe sempre melhor). Confiem em mim quando digo que têm de usar bananas mesmo maduras. Vão arrepender-se se não o fizerem. A receita em si é super simples, encontrei-a aqui, mas fiz algumas adaptações. O resultado final é este:
  • 3 colheres de sopa de farinha (eu uso da com fermento)
  • 3 colheres de sopa de açucar (1 de açucar normal + 2 de açucar mascavado, do escuro)
  • 1/2 colher de café de fermento
  • 1 ovo
  • 2 colheres de sopa de leite (substitui-se por 1e1/2 de óleo caso não se queira usar leite)
  • 1 banana, esmagada
  • canela qb
Os bolos de caneca não exigem muita ciência. Se quiserem seguir a regra de bater o ovo com o açucar primeiro e acrescentar a farinha e o resto dos ingredientes depois, força. Se não, basta adicioná-los pela ordem que ali aparece, ir misturando, e garantir que não ficam grumos (por norma não é preciso muito esforço). Depois é levar ao microondas durante 3 minutos. Dependendo da potência pode precisar de mais, mas isso é uma questão de quando o tempo chegar ao fim, verificar. O ideal (para mim) é quando fica meio pegajoso, mas não mal cozinhado. Fica mesmo bom. 



quarta-feira, 22 de maio de 2013

quando os valores ficam como que trocados

Quando os professores fazem pior figura que os alunos a assistir a palestras. 

Estamos na universidade. Constantemente nos dizem (já lá vão três anos - o medo do tempo que passa sem se saber bem como) que já somos todos crescidinhos, que estamos nesta estimadíssima instituição por nossa livre e espontânea vontade e que, como tal, nos devemos comportar adequadamente. Tudo bem, nada contra. Acho um bom dogma. Na verdade, viemos para o ensino superior porque quisemos (em maior ou menor grau, isso já é discutível e não interessa para este post), e é perfeitamente normal que devamos ter a postura adequada de quem está com gosto. 

Sim, confesso que não vou a todas as aulas com o maior dos entusiasmos. Confesso que não presto atenção em todas as aulas. Mas afinal sou só humana, e mesmo quando não presto atenção faço os possíveis para não prestar atenção comigo mesma, e não incomodar quer quem está a dar a aula, quer quem a quer ouvir (a solução ideal é mesmo faltar, mas quando as faltas não são possíveis...). Não gosto quando tenho de me estar a esforçar para ouvir por cima de um burburinho de pessoas que não querem estar presentes e só lá estão para encher. Não gosto, nunca gostei. A porta da rua é a serventia da casa, e como uma amiga minha diz. "muito ajuda quem não estorva". Por isso fico muito chateada quando vou a uma palestra ou a uma aula e tenho imensa gente a conversar. Quer dizer, não custa muito ficar calado, e ter uma postura minimamente decente. Mas pronto, somos jovens, apesar de já sermos adultos.

Quando os adultos que já é suposto serem adultos à muito mais tempo, têm faltas de respeito destas é que me salta a tampa. E não é a primeira nem a segunda vez. Parece que por cada vez que nos dizem que devemos agir como os adultos que somos se esquecem de dar o exemplo. E conversam. Não prestam atenção a quem está a falar, que veio de propósito para partilhar o trabalho. E no fim fazem comentários genéricos e insípidos que a servir para alguma coisa, servem para demonstrar o quão não atentos estiveram à palestra. São estes os exemplos que tempos, de gente supostamente culta e inteligente. Nem quero pensar no que os incultos burros devem ser. Bem educados, de certeza.

Repete-se a lição: "muito ajuda quem não estorva" e quem já cá anda à mais tempo já a devia saber de cor.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Onde Acaba o Oeste




Temos Pena

Começar um blog quando a vida nos está a dar golpes baixos é capaz de não ser das melhores escolhas que uma pessoa pode fazer. A minha resposta é, claro "temos pena". Porque às vezes há coisas que é preciso fazer, e que não interessa o timing. Ou a falta dele, neste caso. Esta será a minha terceira tentativa para um blog. Ou melhor, a segunda, tendo em conta que os dois primeiros foram mantidos em sincronia, um para cada tema. Pretende-se construir uma melhor desculpa para um blog, uma fusão dos anteriores dois, e algo mais. Pretende-se, mas talvez não se consiga. 

A resposta a isso volta a ser, claro está "temos pena".